Minha família viu, com um atraso absurdo (como sempre), "O Curioso Caso de Benjamin Button" no dvd. Eu não estive presente na sessão --já tinha visto no cinema logo quando lançou-- e então me relataram a história como "maravilhosa", "uma lição de vida", "tão bonito e profundo". Não estou querendo dizer que tudo isso é piegas, mas certamente reduz a ficção a uma auto-ajuda panfletária. Sei que o filme, e especialmente da metade pro fim, tem lá suas suas apelações sentimentais, suas frases de efeito barato, sei de tudo isso. Só que ao mesmo tempo é uma produção e tanto, com bons atores e momentos inesquecíveis. A cena em que o Brad Pitt passeia com sua motoca toda potente é digna de Hollywood. Mesmo a maneira como se aproveita de um short story homônimo do Fitzgerald sem estuprar a história original, tudo isso faz com que o filme não mereça nem ser desprezado pelos intelectualoides (que mal leram Fitzgerald, mas dizem que leram) nem reduzido a tags como "uma lição de vida". Claro, romancearam toda a trajetória de vida de Button, até alongaram demais, tiraram o humor, que era um motivo importante no conto original; fizeram tudo isso, mas seria muita ingenuidade esperar que a indústria do cinema seguisse estritamente o que já foi narrado no papel. Até Orson Welles mudou o final de "O Processo", na sua transposição pro cinema --então, não me venham com essa conversa.
Não estou aqui pra falar disso, esse foi apenas um ganho, e me desculpem se encompridei demais. Estou aqui para falar de uma história parecida com a de "Benjamin Button", que servirá para fechar o blog em 2009.
"We are each the love of someone's life" --assim começa o livro sobre o qual vou contar pra vocês. Max Tivoli nasceu com o mesmo mal de Benjamin Button: com uma aparência de 70, 80 anos e datado pra morrer quando tivesse um corpinho de poucos dias, um baby. Claro que, muito pior que uma pessoa normal, tudo muda muito rápido em sua vida. Não só isso: tudo gira ao contrário, seu relógio, suas "acquaintances", sua maturidade. As noções de aparência se confundem com as da realidade de um jeito muito mais brutal que pra nós. No entanto, algo se mantém por todos seus 70 anos: seu amor por Alice. É a sua constante.
Como ele muda de um jeito estranho e backwards, há de se lutar muito até para que Alice o reconheça. Fazer com que ela goste dele então é mais complicado ainda. Seus caminhos se cruzam por três vezes em todos esses anos e, quando ele está mais ou menos com 50 anos (ou seja, com um corpo de 20 mais ou menos, se é que me lembro desse detalhe no livro), decide relatar tudo, no que chama de "The Confessions of Max Tivoli". Esse é o nome do livro de Andrew Sean Greer, o único que li desse autor, de 2004. Li no comecinho de 2008.
Voltando. Max deseja deixar registradas todas suas confissões a Alice depois de sua morte, para que ela saiba detalhe a detalhe de sua vida, garantindo, lá pelo final do livro, que "there was no moment in my life I did not love you". Nunca mais esqueci dessa frase; nem dessa nem da que abre o livro, que já citei lá em cima.
Como disse, mais do que a finitude do homem ou o complexo problema da memória (lembranças, o que é ficção e o que é realidade?), Max explora o amor, afirmando seu poder e seu desejo de ser amado: por isso sua força que chega a ser destrutiva.
Diferente de "Benjamin Button", eis um romance, com sua densidade e seu tamanho --enquanto lá era um conto. Diferente de Fitzgerald, que narra em terceira pessoa e de uma maneira cômica, o autor aqui explora o amor de um ponto de vista confessional. Watch and learn, Saramago --como diria minha amiga Paula.
Quando comentaram do filme do Brad Pitt lá na casa da minha mãe, lembrei da história de Max Tivoli e fui procurar o livro em uma das milhares de caixas com meus livros guardados. Não achei, creio até que acabou ficando na casa onde morei lá em Nova York. Ou ainda está em alguma caixa secreta com mame.
Mandei um sms pra namorada assim: "There is no moment in my life I did not love you".
E encerro 2009. Até o ano que vem.
27.12.09
|shlug kapores - parte 1|
Hoje é dia de "shlug kapores", como se diz em iídiche, a saber: espancar tudo.
Tem dia que, quando me perguntam por que eu sou assim ou assado, por que sou neurótico e não posso ter um pouco de confiança nas pessoas, a vontade é de responder igual o Woody Allen: "My one regret in life is that I am not someone else".
Yours truly
Thiago Blumenthal
Tem dia que, quando me perguntam por que eu sou assim ou assado, por que sou neurótico e não posso ter um pouco de confiança nas pessoas, a vontade é de responder igual o Woody Allen: "My one regret in life is that I am not someone else".
Yours truly
Thiago Blumenthal
23.12.09
|os melhores de 2009|
Muita gente e muitos blogs fazem suas listinhas com os melhores do ano. Eu, que gosto de listas, vou fazer a minha também aqui, falando muito brevemente sobre cada uma das coisas que se destacaram para mim em 2009.
Vocês então podem acompanhar os meus preferidos abaixo. Filmes, músicas, sites etc. Foi um ano que não escutei muitos álbuns nem li muitos livros. Sequer conheci bandas novas, uma ou outra. A vida nova, de casado, altera um pouco esses hábitos, que quero retomar em 2010.
Espero que gostem.
FILMES
(1) Bastardos Inglórios
O Tarantino se superando em violência ao recontar a Segunda Guerra pelo olhar da judiaria e da arte. O mundo do cinema, sempre marcado por judeus, se vingando. Genius.
(2) Anticristo
Demoníaco. E olha que não é pelo título.
(3) UP - Altas Aventuras
Minha primeira animação que vejo 3D no cinema. História sensível que me emocionou.
BANDAS
(1) Phoenix
Da França para uma música bem legal no "Encontros em Desencontros", isso em 2003, agora para o topo dos meus preferidos.
(2) Mayer Hawthorne
Um dos poucos brancos que não caem na opinião-clichê de "branco que faz som de negro". Não tem nada a ver. E o sujeito é muito muito carismático.
(3) Harmonia do Samba
Voltaram. Ninguém percebeu, mas Xanddy e sua tchurma voltaram com tudo. Eu percebi e o voto vai pra eles por dois motivos: (1) não ouvi nenhum artista de 2009 mesmo (não vale mencionar ninguém que não lançou nada esse ano) que tivesse me empolgado; (2) muita coragem pra voltar. Muita. Merece meu respeito.
MÚSICAS
(1) Crying Lightning (Arctic Monkeys)
Falem mal deles. Que são hypes, que são só pressão. Mas não adianta, faz um bom tempo que ninguém faz rock tão bem como eles. Britsh rock. Rock rock.
(2) 1901 (Phoenix)
Já falei deles lá em cima. A música confirma. Aperta o play.
(3) Wild Young Hearts (Noisettes)
Amy Winehouse, joga a toalha por favor.
ÁLBUMS
(1) Wolfgang Amadeus Phoenix (Phoenix)
Já falei deles duas vezes aqui. Fui descobrir com atraso, faz menos de um mês. Onde eu estava? E não preciso comentar que o nome é muito sagaz.
(2) A Strange Arrangement (Mayer Hawthorne)
Também já falei dele. Pro ano em que o rei do pop se foi, acabou sendo uma bela homenagem.
(3) Love 2 - Air
O Air voltando com romantismo e sempre com muita elegância. Se você quiser parecer legal pra alguém, quiser impressionar mesmo, diga que gosta de Air. Há o risco de soar indie e isso é ruim. Mas vale o risco.
YOUTUBE
(1) Keybord Cat e o Pastor Analfabeto
(2) Keyboard Cat, Pitty e Faith No More
(3) Brazilian Star Wars
LIVROS
(1) "O Andar do Bêbado" - Leonard Mlodinow
Já falei desse livro nesse blog. Ciência (Física) com cara de auto-ajuda. Mas é bom.
(2) Sense and Sensibility and Sea Monsters - Ben H. Winters / Jane Austen
Sem ler inteiro, dá pra saber que é muito bem escrito e cômico. Queria ter sido editor desse livro.
(3) Important Artifacts and Personal Property from the Collection of Lenore Doolan and Harold Morris, - Including Books, Street Fashion, and Jewelry - Leanne Shapton
Leanne Shapton é ilustradora da New Yorker. E aqui fez um livro sobre um casal só com fotos deles, de presentes trocados, de momentos juntos, separados, cartões enviados um para o outro.
Até o ano que vem então.
Vocês então podem acompanhar os meus preferidos abaixo. Filmes, músicas, sites etc. Foi um ano que não escutei muitos álbuns nem li muitos livros. Sequer conheci bandas novas, uma ou outra. A vida nova, de casado, altera um pouco esses hábitos, que quero retomar em 2010.
Espero que gostem.
FILMES
(1) Bastardos Inglórios
O Tarantino se superando em violência ao recontar a Segunda Guerra pelo olhar da judiaria e da arte. O mundo do cinema, sempre marcado por judeus, se vingando. Genius.
(2) Anticristo
Demoníaco. E olha que não é pelo título.
(3) UP - Altas Aventuras
Minha primeira animação que vejo 3D no cinema. História sensível que me emocionou.
BANDAS
(1) Phoenix
Da França para uma música bem legal no "Encontros em Desencontros", isso em 2003, agora para o topo dos meus preferidos.
(2) Mayer Hawthorne
Um dos poucos brancos que não caem na opinião-clichê de "branco que faz som de negro". Não tem nada a ver. E o sujeito é muito muito carismático.
(3) Harmonia do Samba
Voltaram. Ninguém percebeu, mas Xanddy e sua tchurma voltaram com tudo. Eu percebi e o voto vai pra eles por dois motivos: (1) não ouvi nenhum artista de 2009 mesmo (não vale mencionar ninguém que não lançou nada esse ano) que tivesse me empolgado; (2) muita coragem pra voltar. Muita. Merece meu respeito.
MÚSICAS
(1) Crying Lightning (Arctic Monkeys)
Falem mal deles. Que são hypes, que são só pressão. Mas não adianta, faz um bom tempo que ninguém faz rock tão bem como eles. Britsh rock. Rock rock.
(2) 1901 (Phoenix)
Já falei deles lá em cima. A música confirma. Aperta o play.
(3) Wild Young Hearts (Noisettes)
Amy Winehouse, joga a toalha por favor.
ÁLBUMS
(1) Wolfgang Amadeus Phoenix (Phoenix)
Já falei deles duas vezes aqui. Fui descobrir com atraso, faz menos de um mês. Onde eu estava? E não preciso comentar que o nome é muito sagaz.
(2) A Strange Arrangement (Mayer Hawthorne)
Também já falei dele. Pro ano em que o rei do pop se foi, acabou sendo uma bela homenagem.
(3) Love 2 - Air
O Air voltando com romantismo e sempre com muita elegância. Se você quiser parecer legal pra alguém, quiser impressionar mesmo, diga que gosta de Air. Há o risco de soar indie e isso é ruim. Mas vale o risco.
YOUTUBE
(1) Keybord Cat e o Pastor Analfabeto
(2) Keyboard Cat, Pitty e Faith No More
(3) Brazilian Star Wars
LIVROS
(1) "O Andar do Bêbado" - Leonard Mlodinow
Já falei desse livro nesse blog. Ciência (Física) com cara de auto-ajuda. Mas é bom.
(2) Sense and Sensibility and Sea Monsters - Ben H. Winters / Jane Austen
Sem ler inteiro, dá pra saber que é muito bem escrito e cômico. Queria ter sido editor desse livro.
(3) Important Artifacts and Personal Property from the Collection of Lenore Doolan and Harold Morris, - Including Books, Street Fashion, and Jewelry - Leanne Shapton
Leanne Shapton é ilustradora da New Yorker. E aqui fez um livro sobre um casal só com fotos deles, de presentes trocados, de momentos juntos, separados, cartões enviados um para o outro.
Até o ano que vem então.
19.12.09
11.12.09
|proust|
L'angoisse que je venais d'éprouver, je pensais que Swann s'en serait bien moqué s'il avait lu ma lettre et en avait deviné le but; or, au contraire, comme je l'ai appris plus tard, une angoisse semblable fut le tourment de longues années de sa vie et personne, aussi bien que lui peut-être, n'aurait pu me comprendre; lui, cette angoisse qu'il y a à sentir l'être qu'on aime dans un lieu de plaisir où l'on n'est pas, où l'on ne peut pas le rejoindre, c'est l'amour qui la lui a fait connaître, l'amour auquel elle est en quelque sorte prédestinée, par lequel elle sera accaparée, spécialisée; mais quand, comme pour moi, elle est entrée en nous avant qu'il ait encore fait son apparition dans notre vie, elle flotte en l'attendant, vague et libre, sans affectation déterminée, au service un jour d'un sentiment, le lendemain d'un autre, tantôt de la tendresse filiale ou de l'amitié pour un camarade.
9.12.09
|ich bin ein sucker|
Eu tenho um amigo que foi fazer seu doutorado na Alemanha. Partiu faz pouco tempo, em agosto. Conheci o Fabrício durante o meu mestrado aqui na USP, idos de 2005, quando cursamos juntos a disciplina de "Esterilidade na Torá", sobre mulheres que não podiam ter filho no Antigo Testamento. Mais do que religioso ou divino, tal esterilidade tinha desdobramentos sociais e políticos na sociedade israelita antiga. Só que não estou aqui pra falar disso.
Conversando com ele esses dias, acabamos chegando, não sei por onde, à ideia de eu ir pra lá também fazer meu doutorado. Eu? Depois de ter abandonado a carreira acadêmica, após um início catastrófico de doutorado nos Estados Unidos, não pensava e não penso mais em estudar. Gosto de literatura, de teoria literária, de estudos bem específicos e novos nessa área, como a narratologia, mas não me interessa todo aquele fardo acadêmico de ensaios, pequenas monografias a cada curso, dissertações e enfim a tese. Gosto também de estudar a fundo muitos autores e obras de que gosto --no doutorado que iniciei, o foco era a americana Carson McCullers.
O processo, segundo o Fabrício, é menos burocrático que na USP e infinitamente mais fácil que nos Estados Unidos, onde tive de tirar certificado de fluência da língua, fazer uma prova chata (que tinha até matemática, como em um vestibular) chamada GRE, cartas de recomendação, papers, o inferno. E, agora comparando com a USP, communis opinio, não preciso dizer que qualquer universidade na Alemanha é muito mais séria que aquele mangue a céu aberto da intelectualidade tupiniquim na Cidade Universitária.
Vendo as fotos no blog dele, não nego que fico tentado. Com o meu alemão básico e tosco, e com o que sei de iídiche, já daria pra pelo menos começar a aprimorar meus estudos nessa língua bárbara por lá mesmo. O curso intensivo de aprimoramento do alemão é barato, me informam.
Acima, uma foto tirada pelo Fabrício recentemente, no Mercado de Natal de Stuttgart, que é o maior da Europa. Ele é um bom fotógrafo, como podem ver.
Mas por que a Alemanha? Por que voltar a estudar? Não estou sossegado na vida, trabalhando em algo que gosto, morando perto do trabalho? Abriria mão de tudo pra partir pra essa nova aventura que pode não dar em nada, como quase tudo o que planejo pra mim? E Nova York, por que não voltar pra lá? Se eu for só por mim, quem sou eu? E se não agora, quando?
Conversando com ele esses dias, acabamos chegando, não sei por onde, à ideia de eu ir pra lá também fazer meu doutorado. Eu? Depois de ter abandonado a carreira acadêmica, após um início catastrófico de doutorado nos Estados Unidos, não pensava e não penso mais em estudar. Gosto de literatura, de teoria literária, de estudos bem específicos e novos nessa área, como a narratologia, mas não me interessa todo aquele fardo acadêmico de ensaios, pequenas monografias a cada curso, dissertações e enfim a tese. Gosto também de estudar a fundo muitos autores e obras de que gosto --no doutorado que iniciei, o foco era a americana Carson McCullers.
O processo, segundo o Fabrício, é menos burocrático que na USP e infinitamente mais fácil que nos Estados Unidos, onde tive de tirar certificado de fluência da língua, fazer uma prova chata (que tinha até matemática, como em um vestibular) chamada GRE, cartas de recomendação, papers, o inferno. E, agora comparando com a USP, communis opinio, não preciso dizer que qualquer universidade na Alemanha é muito mais séria que aquele mangue a céu aberto da intelectualidade tupiniquim na Cidade Universitária.
Vendo as fotos no blog dele, não nego que fico tentado. Com o meu alemão básico e tosco, e com o que sei de iídiche, já daria pra pelo menos começar a aprimorar meus estudos nessa língua bárbara por lá mesmo. O curso intensivo de aprimoramento do alemão é barato, me informam.
Acima, uma foto tirada pelo Fabrício recentemente, no Mercado de Natal de Stuttgart, que é o maior da Europa. Ele é um bom fotógrafo, como podem ver.
Mas por que a Alemanha? Por que voltar a estudar? Não estou sossegado na vida, trabalhando em algo que gosto, morando perto do trabalho? Abriria mão de tudo pra partir pra essa nova aventura que pode não dar em nada, como quase tudo o que planejo pra mim? E Nova York, por que não voltar pra lá? Se eu for só por mim, quem sou eu? E se não agora, quando?
8.12.09
|my anxiety of your influence|
Hoje fiz um teste na internet. Mais do que uma farsa com fins recreativos na rede, esse site é sério e resultado de uma pesquisa de cinco psicólogos americanos. Certo e errado, adequado e inadequado, passível de punição ou não: todos nós parecemos estar bem satisfeitos com nossas opiniões e acreditamos ser honestos, justos. No entanto, quando comparamos nossas crenças ou convicções com a de outros, começa todo o problema. Algumas coisas não batem, contextos diferentes, vivências e até leis que são absurdamente opostas.
O YourMorals pega o seu cadastro (é simples, curto e rápido --sexo, idade etc) e revela dados sobre sua ética, seus valores e sua moralidade em diversos assuntos, de como você se comporta quando está em um relacionamento romântico até quais são seus níveis de tolerância com um conceito que lhe pareça injusto. Parece bobo pois os resultados não nos surpreendem --pelo menos não surpreenderam a mim. Na verdade, eles mostram analiticamente e comparam com o de outras pessoas ou outros grandes grupos. E reafirma-se a teoria de que grupos com uma mesma tendência política ou cultural agem do mesmo modo com suas namoradas, por exemplo. Ou são mais carinhosos ou menos carinhosos.
How do you judge others in everyday life? How do you react when constrained by others? What do you find disgusting and how does it relate to morality? How vengeful are you? Esses são apenas alguns dos questionários pra você responder. Só ir lá.
Fiz o seguinte teste: "What is your 'style' of relating in romantic/love relationships, and how does that relate to morality?" e não vou comentar sobre os meus resultados pois são baseados em gráficos, a partir dos quais seria muito difícil explicá-los aqui sem visualizá-los. Mas eles mediram meu nível de "anxiety" com meu nível de "avoidance". Leia-se anxiety como a dependência de um ser amado, querer que ele reafirme sempre seu amor por você, que ele prove dia a dia etc. Leia-se avoidance o quanto você se sente incomodado quando ele fica muito em cima de você, quando ele não desgruda.
Fiquei enormemente acima da média para "anxiety" e só pouco acima da média para "avoidance". Como disse acima, eu já sabia, mas é curioso ver meu resultado comparado com os grupos liberais e com os grupos mais conservadores --eu estou acima da média tanto me comparando com um quanto com outro. Se houvesse um grupo como "Jewish-Atheist Men" eu provavelmente estaria dentro das expectativas.
Gosto de que pulem em cima do meu pescoço e que fiquem ali o tempo todo. Acho que estou sendo traído e preciso ouvir da pessoa muitas vezes por dia que não. Se a pessoa critica Simon e Garfunkel, eu acho que é pessoal. Ao mesmo tempo, meu pescoço fica machucado quando grudam demais nele e eu começo a pensar em correr. Junto com Alex Portnoy ou Alvy Singer. Numa escadaria sinuosa e sem fim.
O YourMorals pega o seu cadastro (é simples, curto e rápido --sexo, idade etc) e revela dados sobre sua ética, seus valores e sua moralidade em diversos assuntos, de como você se comporta quando está em um relacionamento romântico até quais são seus níveis de tolerância com um conceito que lhe pareça injusto. Parece bobo pois os resultados não nos surpreendem --pelo menos não surpreenderam a mim. Na verdade, eles mostram analiticamente e comparam com o de outras pessoas ou outros grandes grupos. E reafirma-se a teoria de que grupos com uma mesma tendência política ou cultural agem do mesmo modo com suas namoradas, por exemplo. Ou são mais carinhosos ou menos carinhosos.
How do you judge others in everyday life? How do you react when constrained by others? What do you find disgusting and how does it relate to morality? How vengeful are you? Esses são apenas alguns dos questionários pra você responder. Só ir lá.
Fiz o seguinte teste: "What is your 'style' of relating in romantic/love relationships, and how does that relate to morality?" e não vou comentar sobre os meus resultados pois são baseados em gráficos, a partir dos quais seria muito difícil explicá-los aqui sem visualizá-los. Mas eles mediram meu nível de "anxiety" com meu nível de "avoidance". Leia-se anxiety como a dependência de um ser amado, querer que ele reafirme sempre seu amor por você, que ele prove dia a dia etc. Leia-se avoidance o quanto você se sente incomodado quando ele fica muito em cima de você, quando ele não desgruda.
Fiquei enormemente acima da média para "anxiety" e só pouco acima da média para "avoidance". Como disse acima, eu já sabia, mas é curioso ver meu resultado comparado com os grupos liberais e com os grupos mais conservadores --eu estou acima da média tanto me comparando com um quanto com outro. Se houvesse um grupo como "Jewish-Atheist Men" eu provavelmente estaria dentro das expectativas.
Gosto de que pulem em cima do meu pescoço e que fiquem ali o tempo todo. Acho que estou sendo traído e preciso ouvir da pessoa muitas vezes por dia que não. Se a pessoa critica Simon e Garfunkel, eu acho que é pessoal. Ao mesmo tempo, meu pescoço fica machucado quando grudam demais nele e eu começo a pensar em correr. Junto com Alex Portnoy ou Alvy Singer. Numa escadaria sinuosa e sem fim.
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